Janeiro no varejo: Por que alguns crescem e outros apenas sobrevivem ?

Enquanto alguns varejos decolam em janeiro, outros travam. Descubra o que os grandes fazem diferente para crescer logo no início do ano.

por Ana Valero

1/20/20263 min read

Todo começo de ano o roteiro é o mesmo. O varejista abre a loja esperando que o novo ano seja melhor que o anterior. Mas a verdade é que o crescimento não vem da sorte. Ele vem do que chamamos de ajuste de inventário e velocidade de resposta.

Enquanto muitos empresários estão apenas contando o que sobrou do Natal, gigantes como Havan, Assaí e Renner estão em plena operação estratégica. Eles sabem que o lucro do ano não se faz apenas nas datas comemorativas, mas na eficiência de janeiro a março.

O que os grandes fazem e que você pode copiar

O segredo dessas empresas não é o tamanho do caixa, mas a clareza total sobre o giro do estoque.

Havan e a regra do giro rápido: Luciano Hang não permite dinheiro dormindo. Se uma categoria não vender o esperado em 15 dias, o preço é revisto na hora. Eles identificam os produtos que realmente pagam as contas e garantem que eles nunca faltem.

Assaí e a venda perdida: No atacarejo a margem é apertada. O Assaí foca em combater a ruptura, que é quando o cliente quer comprar e não encontra o produto. No varejo brasileiro, a falta de produtos faz lojas perderem de 10% a 15% das vendas. Resolver isso traz faturamento imediato sem gastar com propaganda.

Renner e o movimento inteligente: Se uma peça não vende em uma loja, a Renner a move rapidamente para outra onde a demanda é maior. Eles sabem que é mais barato movimentar o estoque do que deixar ele parado pegando poeira.

O Custo da Inércia: O perigo de não fazer nada

Muitos lojistas esperam as vendas melhorarem sozinhas. Isso é um erro matemático. Cada semana que um produto fica parado, ele consome seu lucro com custos de armazenamento e desvalorização. É o que chamamos de Custo da Inércia.

Pense em um estoque parado de 20 mil reais. Se esse produto não gira, você está perdendo cerca de 600 reais por mês apenas em custo de oportunidade e manutenção. Em poucos meses, esse valor acumulado poderia ser o investimento em uma nova vitrine ou em uma campanha de marketing para atrair clientes novos.

Tecnologia para simplificar sua vida

Esqueça sistemas complexos que ninguém entende. No dia a dia, você só precisa de respostas para três perguntas fundamentais:

  1. O que eu mais vendo? (Para nunca deixar faltar)

  2. O que está parado há mais de 30 dias? (Para liquidar agora)

  3. Qual minha margem real após taxas e impostos? (Vai além de saber o “lucro”)

Decidir pelo "achismo" é um luxo que o mercado não aceita mais. O lojista que cresce usa dados para identificar o erro na segunda-feira e corrigir na terça.

O crescimento começa na sua decisão

Crescer não é sobre adivinhar o futuro. É sobre ter o controle total do que entra e sai da sua loja hoje. O início do ano é o momento de limpar o que não funciona e focar no que traz dinheiro vivo para o caixa.

O tamanho da sua loja pode ser diferente da Havan, mas o seu relógio corre igual ao deles. No varejo, o tempo não é apenas dinheiro. O tempo é a diferença entre quem domina o bairro e quem fecha as portas.

Fazendo um varejo Bem Melhor

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